Segundo um estudo publicado hoje na “Cancer Cell”, o gene responsável pelas metástases do cancro da mama Chama-se MTDH (metadherina) e foi encontrado no cromossoma 8.
Os investigadores da Universidade de Princeptonnos, nos estados unidos, identificaram o MTDH como sendo o responsável por uma maior resistência a medicamentos usados na quimioterapia e pelas metástases no cancro da mama. Mas, mais importante que isso, compreenderam como é que o MTDH actua que é o mais importante para o conseguir atacar.
A criação de metástases e a resistência a fármacos são os dois principais inimigos da sobrevivência ao cancro da mama.
A principal causa de morte no cancro da mama é a diciminação das metástases.
As estatísticas do Instituto Nacional de Cancro norte-americano, mostram que 98 por cento dos doentes com cancro da mama sem metástases estão vivos 5 anos depois do diagnóstico, enquanto apenas 27,1 por cento dos doentes estão vivos passado o mesmo tempo se ocorrerem metástases.
Após três anos de trabalho e recorrendo a novas estratégias de investigação assentes em modelos informáticos, a equipa de investigadores percebeu que os doentes de cancro da mama mais agressivos e com metastases tinham várias cópias do methaderina. Em
Alguns estudos anteriores tinham já encontrado ligações importantes entre alterações genéticas e a disseminação de um tumor mas, desta vez, a descoberta tem um maior alcance. É que não só este gene tem um “duplo efeito” dado que a sua amplificação se traduz na metastização e na resistência a quimioterapia, como, por outro lado, os investigadores conseguiram perceber como tudo isto se processa. Algo fundamental para saber como desenhar novas estratégias de luta. Yibin Kang, o investigador principal deste trabalho, diz: o “ataque” já está a ser planeado com algumas empresas farmacêuticas., o investigador continua: expressão deste gene foi encontrada nos vários tipos de cancro da mama e adianta: “Já alargamos esta análise da dupla função do MTDH para outros tipos de cancro e já confirmámos que desempenha um papel importante também no cancro da próstata, que será divulgado brevemente noutro artigo”. Yibin Kang refere ainda que a equipa está já em negociações com empresas farmacêuticas para iniciar a produção de uma droga que poderá ser alvo de ensaios clínicos dentro de cinco ou dez anos. No entanto, Kang nota que o desenvolvimento de equipamentos que possam detectar esta expressão anormal do gene podem ser desenvolvidos mais rapidamente e ser usados pelos médicos para a tomada de decisões e escolha do tratamento mais adequado.








