E-learning ou (Ensino pela Internet) o Palavrão que vem para ficar!
O E-Learning é um palavrão que nos chega do inglês, mas que vai ficar entre nós como ficou o www, net, blog, site, etc.
E-Learning, significa ensino através da Internet. Existem várias empresas nacionais que já estão a utilizar plataformas de E-Learning, entre as quais se destacam a Portugal telecom, Caixa Geral de Depósitos e os CTT.
Segundo a Delta Consultores, empresa de consultoria, que está a inventariar o e-learning português destacou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal no sector das plataformas.
“Embora a plataforma mais usada em Portugal seja a Moodle,
a segunda é a Formare, e a terceira é a Teleformar.net, também portuguesa e já muito usada no ensino”, indicou. José Lencastre director executivo da Delta Consultores, acrescentou que
“Existem ainda mais duas plataformas muito boas, desenvolvidas com recursos nacionais: a do Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica e a do Centro de Formação Profissional da Indústria Electrónica”.
Informação é dispersa e fragmentada
A informação sobre e-learning no nosso país está dispersa e fragmentada mas a DeltaConsultores tem em marcha um projecto de inventário para colmatar esta
lacuna, que só não está mais adiantado por falta de colaboração das entidades que recorrem a este regime.
José Garcez de Lencastre e Rui Ribeiro, da empresa de consultoria, que está a inventariar o e-learning português no âmbito de um projecto financiado pelo
Estado e pelo Fundo Social Europeu (através do POEFDS), lamentam “a falta de informação numérica/estatística recolhida”.
“Não se sabe quantas entidades possuiem e/ou utilizam e-learning a nível nacional e faltam dados sobre as plataformas existentes e o seu grau de aceitação”,
assinalou José Lencastre, acrescentando que a DeltaConsultores quer colocar em pleno funcionamento um observatório sobre o tema “pois, mais tarde ou mais
cedo, vai ser necessário ter dados e fazer acompanhamentos nesta área”. O inventário começou há mais de um ano e já permitiu reunir uma lista de entre
600 e 800 entidades com e-learning, não estando mais adiantado “porque muitas entidades que recorrem a este regime ainda não facultaram dados para o levantamento”,
que está a ser feito através de inquéritos, estudos de caso e questionários on line, acrescentou José Lencastre, director-executivo da empresa de consultoria.
“O ensino superior foi completamente esquadrinhado mas, a nível de empresas, a DeltaConsultores recorreu ao top das 20 maiores”, explicou, por seu turno,
Rui Ribeiro. De acordo com o consultor, “no ensino, nomeadamente no ensino superior, houve uma explosão ao nível das infra-estruturas entre 2006 e este
ano, o que não significa que estas estejam a ser utilizadas, pois para isso é necessário ter pessoas habilitadas para trabalhar com elas”. Rui Ribeiro
revelou ainda que as universidades do Minho e de Aveiro foram pioneiras no e-learning, “seguindo-se os politécnicos” e, “só muito mais recentemente, o
ensino secundário”. Dados indicativos que levam Rui Ribeiro a reiterar a necessidade de se proceder “a um retrato fiel da situação do e-learning no País,
nomeadamente no que diz respeito aos ambientes de aprendizagem digital”. Salientou a importância de um observatório destinado a apurar “que plataformas
são usadas, por quem e com que intensidade”. De qualquer forma, o consultor indicou que “além do ensino, temos os centros de formação participados, as
empresas de formação e as grandes empresas” como os grandes grupos a apostar nesta área em Portugal.




