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Cientistas Americanos Criam Pilha de Papel

Uma pilha flexível funciona mesmo quando é dobrada, amassada e cortada, como se fosse uma folha de papel.

Segundo investigadores americanos, pilhas feitas de papel poderão alimentar a próxima geração de produtos electrónicos.

Americanos criaram uma pilha pouco maior do que um selo que pode produzir cerca de 2,3 volts, o que é suficiente para ligar uma lâmpada pequena.

Mas os cientistas desejam, no futuro, produzir uma pilha que tenha potência para pôr um carro a andar.

Robert Linhardt, professor do Instituto Politécnico Rensselaer, com sede em Nova York, disse que a pilha feita com papel dá uma idéia da forma como, no
futuro, a energia poderá ser armazenada.

As pilhas convencionais possuem vários componentes separados, mas a pilha feita de papel integra todos eles em uma única estrutura, tornando-a mais eficiente.


O estudo foi divulgado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Pense em todas as desvantagens de um aparelho de tv antigo com válvulas", disse Linhardt.

"Quando se usa artigos integrados, não se verifica problemas como tempo para aquecimento, perda de potência ou mau funcionamento de componentes. Além disso, quando se transfere eletricidade de um componente para outro, perde-se energia. Já com o artefato integrado, não há tanta perda de potência", ensina o
professor.

A pilha contém nanotubos de carbono, cada um com uma espessura de um milionésimo de centímetro, que funciona como eletrodo. Os nanotubos são implantados num pedaço de papel que foi mergulhado num líquido condutor de eletricidade.

A pilha flexível pode funcionar mesmo quando é amassada, dobrada ou cortada.

Embora a corrente produzida seja atualmente pequena, Linhardt disse que "aumentar potência" deverá ser fácil.

"Se empilharmos 500 folhas, a voltagem aumenta 500 vezes. Se rasgarmos o papel ao meio, reduziremos a potência em 50%. Isto mostra que podemos controlar
a potência e voltagem."

Como a pilha consiste principalmente de papel e carbono, pode ser usada em passe-Makers dentro do corpo onde pilhas convencionais podem ser uma ameaça
pela sua toxicidade.

"Um pedaço de papel poderia ser implantado no corpo e o sangue serviria como um eletrólito (condutor de eletricidade no qual o transporte de carga realiza-se
por meio de iões)", disse Linhardt.


IN IP Jornal
Publicado em 2007/08/15 na categoria Ciência


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