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LED veio para iluminar o futuro

Vamos apresentar-lhe o mais forte aspirante à iluminação do seu lar dentro de 15 anos. Atente nas margens do seu monitor ou na superfície do seu
computador e decerto encontrará um pequeno ponto de cor intensamente verde, vermelha, laranja ou azul. Eis o nosso ambicioso candidato: o díodo emissor
de luz, também conhecido como LED (light emitting diode).

As cores vivas do LED já fazem parte da vida diária. Integrado no mais diverso equipamento informático e electrónico, é quase sempre o primeiro e mais
importante sinal de que um aparelho moderno está de facto a funcionar. Há décadas que o LED cumpre exemplarmente este papel, bem como outras funções diversas
de notificação e sinalização.

CONCENTRADO DE LUZ

Ao longo da primeira metade do século XX, há registo de pelo menos dois estudos sobre díodos capazes de emitir luz intensa, mas foi só em 1962 que nasceu
o primeiro LED, com base na investigação do cientista Nick Holonyak Jr. sobre electroluminescência e arsenieto de gálio. Inicialmente de cor vermelha,
não tardou muito para que surgissem variantes em amarelo, verde e, mais recentemente, azul e branco, popularizando o LED em rádios, televisores, aparelhagens
e relógios digitais, mas sobretudo nos semáforos e luzes de sinalização automóvel, dado o seu baixo consumo, fortíssimo brilho e elevada fiabilidade ao
longo dos anos.

Mas o LED não é só capaz de emitir luz visível. O mesmo processo que trouxe a sua descoberta também o leva a projectar feixes infravermelhos, cuja frequência
pode ser descodificada por um receptor e transformada em sinais digitais. É o LED que vezes sem conta nos deixa mudar de canal com o comando remoto e é
também ele que nos permite trabalhar com um rato óptico. Chega mesmo a ser possível estabelecer ligações de banda larga via LED entre computadores a mais
de um quilómetro de distância.

O FUTURO É LEDO

Tudo aponta para que nos próximos anos este pequeno dispositivo luminoso venha a ser ainda mais preponderante nos nossos lares. Em conjunto com recentes
inovações no campo da nanotecnologia, o LED já consegue produzir em laboratório uma luz mais brilhante, mais quente, 50 vezes mais eficiente e 35% mais
económica do que as lâmpadas normais, podendo ser "pintada" em qualquer superfície. Imagine mesas luminosas, paredes refulgentes, roupas cintilantes e
livros irradiados de luz... ficção para nós, mas realidade praticamente certa para os nossos filhos e netos.

Também na criptografia o LED pode trazer novas luzes. Cada vez mais o estudo de díodos para codificar informação em fotões ganha relevo, providenciando
um meio de protecção de dados exponencialmente mais seguro do que através dos recursos tecnológicos actuais.

PEQUENO MAS RADIANTE

Como vê, aquele inofensivo pontinho de luz verde no seu monitor já se encontra no final da adolescência, desejoso de se lançar ao futuro com ambição napoleónica.
Para a comum lâmpada, restarão os museus, leilões de preciosidades e a nostalgia dos mais velhos, mas ficará para sempre na nossa memória colectiva como
símbolo visual da mais brilhante das ideias - de que o LED é um perfeito exemplar.

 

Publicado em 2008/02/08 na categoria Geral


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