A origem da palavra SPAM
SPAM é a designação universal atribuída a correio electrónico. São mensagens enviadas em massa, sem o prévio consentimento do destinatário, para vários
endereços em simultâneo e são quase sempre de teor comercial e publicitário.
PRESUNTO PICANTE?
Originalmente, SPAM, foi o nome dado a uma marca de presunto picante (Spieced Ham) enlatado fabricado por uma empresa norte-americana que vende o produto
desde 1937. É curioso como o nome de uma marca de comida enlatada se tornou sinónimo de uma das piores pragas da Internet.
SÉRIE DE TELEVISÃO?
Tudo se explica quando o grupo de comediantes Monty Python, num sketch de televisão “Monty Python´s Flying Circus” , na década de 70 (ver video), encena
uma cena surreal num restaurante em que todos os pratos do menu incluíam SPAM. A empregada de mesa descreve aos clientes os pratos, repetindo a palavra
“spam” para sinalizar a quantidade de presunto que é servida em cada prato. Enquanto ela repete “spam” várias vezes, ouve-se um coro de Vikings cantar
uma canção, cuja letra se reduzia praticamente à palavra “spam”. Naquela cena, “spam”, era algo não desejado, que estava em todo o lado e dificultava a
comunicação.
AH! ENTÃO É ISSO...
Assim, alguns utilizadores começaram a relacionar a irritante e repetitiva música “spam”, com as mensagens também irritantes e repetitivas que bombardeiam
as nossas caixas de correio electrónico mandadas por alguns utilizadores que anunciam produtos ou ideias. Assim, entre o SPAM dos Monty Python e o SPAM
que diariamente invade as nossas caixas do correio, só existe em comum o exagero e a insistência.
Geralmente os spams, têm um carácter apelativo e na grande maioria das vezes são incómodos e inconvenientes, tornando-se assim num problema grave, pois
as mensagens são mandadas continuamente, e é possivel que a nossa conta de correio electrónico ultrapasse a respectiva quota e comecemos a perder mensagens
realmente importantes. É dificil avaliar a quantidade de SPAM em circulação, mas sabe-se que tem vindo a aumentar continuamente.
A liberdade de expressão dá às pessoas o direito de se expressarem livremente, mas não lhes dá o direito de obrigar os outros a ouvi-lo, que é o que os
Spammers fazem. Assim, quem quiser publicitar alguma coisa, deverá suportar por si os custos e não deixar as despesas e o incómodo para os destinatários.
IP Jornal
Paulo Páscoa




