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Já experimentámos a plataforma QuadFX da AMD, que garante processamento de quatro núcleos através da junção de dois processadores de núcleos duplos numa única motherboard. Apesar de os resultados não terem sido exactamente espectaculares, ficámos a pensar: o controlador da memória onboard da Athlon possibilita mais largura de banda entre o processador e a RAM quando comparado com a opção externa da Intel. É, de facto, a única vantagem que a AMD tem neste momento.
Assim, qual é a sua importância?
A Intel diz que a largura de banda da memória não importa: mesmos que os quatro núcleos estejam sob carga não esforçarão a largura de banda da RAM DDR2 correndo a 800 MHz ou mais, de acordo com as nossas fontes técnicas. A profética pré-
-recuperação na arquitectura do Core 2 assegura que a largura de banda disponível é utilizada de uma forma mais eficiente. A AMD discorda e vê o futuro baseado no Vista, onde a eficiência da memória será a chave para manter os processadores alimentados com informação. Enquanto isso, a Kingston leva os fabricantes a colocarem no mercado módulos de memórias cada vez mais rápidos.
Como testámos
Escolhemos várias aplicações que implicassem necessariamente uma utilização da memória RAM. Cada conjunto de módulos de memória foi ajustado manualmente à classificação sugerida pelo fabricante para o primeiro conjunto de testes, tendo depois sido efectuado o overclock em 10% para testar a estabilidade sob pressão.
É a primeira companhia a vender módulos de DDR2 a 1,200 MHz, tendo como destinatários principais os entusiastas de overclocking. Será que a velocidade da memória é relevante? Serão mesmo necessários processadores de quatro núcleos com 10 GB de informação bombardeados a cada segundo? Se tiver interesse em descobrir a verdade, a PCGuia pode ajudá-lo. Decidimos que é a altura de o apresentar ao mundo desconhecido do desempenho da memória e determinar exactamente a diferença que os chips de RAM de topo de gama fazem ou não actualmente.
Até meados do último ano, a diferença entre a Intel e a AMD não estava apenas nos controladores de memória. Enquanto os Pentiums e os processadores Core 2 mais recentes foram idealizados para as memórias mais rápidas DDR2, os AMDs ficaram presos às antigas DDR (Double Data Rate) e utilizavam o seu mais eficiente controlador de memória que, na verdade, está no mesmo componente de silício que o "cérebro" do processador de um Athlon suprindo com dificuldade toda a largura de banda necessária a uma RAM DDR de 400 MHz.
O DDR é um avanço sobre a antiga SDRAM porque movimenta bits de informação, tanto nos ciclos baixos como altos, duplicando efectivamente o desempenho. A DDR2 pode alterar a informação de duas células por ciclo do relógio, dando-lhe, desta forma, o dobro da velocidade.
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Buses
A velocidade básica do bus da motherboard é de 266 MHz, mas é bombeada em quadruplicado para o processador, criando um FSB, através do qual toda a informação é enviada para uma motherboard Intel, a uns 1066 MHz. Enquanto isso, o nosso multiplicador do CPU tem 10 vezes a velocidade básica do bus, por isso, o chip quad core corre a 266 GHz. O relógio da RAM corre a 200 MHz por defeito, mas a DDR2 quadruplica esse valor dando-nos uma velocidade equivalente a 800 MHz. Nestes dias dos 64 bits e controladores de memória, o máximo teórico de 8 bytes (o mesmo que 64 bits) por relógio pode ser transferido, dando-nos um total de 6.4 GB de informação por segundo (8 bytes vezes 800 MHz) de desempenho. É aqui que encontramos a nomenclatura convencionada para a DDR2 a partir de um módulo com uma classificação de 800 MHz que é designada de PC2-6400 (como em 6400 MB/s).
Quando foi apresentado o socket AM2, a AMD finalmente moveu a sua plataforma Athlon a partir de um requisito standard da RAM DDR a 400 MHz para a DDR2 a 800 MHz. Os entusiastas ficaram desapontados pois não existe um salto positivo no desempenho protagonizado por esta mudança. Por causa deste controlador de memória onboard, o socket 939 da Athlon 64 conseguiu alcançar velocidades de transferência perto do máximo teórico de 3.2 GB/s com a DDR400 mais do que suficiente para a maioria das aplicações de mais de uma thread.
Os chips da Intel comunicam com o sistema RAM através do FSB, o que significa que deve partilhar a largura de banda com outros fluxos de dados, tornando difícil a aproximação da velocidade teórica entre o CPU e a RAM. Mesmo assim, a memória raramente é um factor de estrangulamento na maioria dos PCs actuais. À medida que avançamos no trilho dos cores múltiplos e nos dirigimos para vários sistemas operativos virtualizados num único PC, muitas pessoas concordam que a largura de banda da memória tornar-se-á um recurso precioso.
Ao detalhe
A latência
Referimos, há pouco tempo, que a velocidade não é o único nem de facto o melhor meio para avaliar o desempenho.
A velocidade à qual um módulo de memória pode localizar a informação e endereçá-la pode ser mais importante do que o desempenho do CPU, especialmente quando uma enorme quantidade de pequenos blocos de informação está a ser trabalhada cenário típico dos ambientes de jogo.
As nossas amostras da memória de alta qualidade deverão estar preparadas para mais ajustes de latência quando a velocidade for baixa. Por isso, para experimentar, atrasámos a Crucial Ballistic Tracer PC2-8000 para os 800 MHz e deixámos cair as latências para 3-3-3-12.
Os resultados foram os esperados.
Teve um desempenho admirável nos testes teóricos da SiSoft, que favorecem baixas latências, em detrimento da memória
de alta velocidade. Foi três segundos mais rápida no desenho de mapas com o motor gráfico da Valve do que a 1000 MHz com CAS5.
A codificação do Windows Media que examina blocos mais vastos de informação trabalhados foi, no entanto, 24 segundos mais lenta, graças à velocidade reduzida.
Como funciona a RAM
A versão oficial da AMD para a lenta adopção de DDR2 é que as latências são demasiado elevadas para que os gamers notem a diferença. Afinal, qual é a utilidade de receber 5 GB de informação ininterruptamente a cada segundo, se já está um segundo atrasado?
O aspecto mais importante a ter em conta está na Column Address Strobe. Os bits de informação são guardados nos condensadores no chip da RAM e estão normalmente organizados numa grelha, rotulados pelos seus números de colunas e linhas. Quando o controlador da memória efectua o pedido de uma parte da informação tem, em primeiro lugar, de encontrar onde é que esta foi guardada. A latência CAS é o número de ciclos do relógio que decorre entre o efectuar de um pedido pelo controlador de memória e a saída da informação do módulo da RAM.
Os números da latência CAS estão incluídos no número do modelo ou na marca, com o prefixo de CL. Logo, uma RAM CL4 tem uma latência CAS de valor 4.
Os três prefixos mais utilizados vulgarmente utilizam as latências de RCD, RP e novamente RAS. O leitor verá com frequência a totalidade das quatro formas impressas na parte lateral dos módulos de memórias, por exemplo 4-4-4-12.
Por isso, o módulo de RAM ideal tem uma velocidade elevada e uma baixa latência. Uma RAM mais lenta tem tendencialmente uma latência mais baixa, daí que um módulo de RAM a 800 MHz de DDR2 tenha uma latência CAS de 4, enquanto que uma RAM a 1 GHz ou superior terá, em princípio, uma qualificação de CL5. É também mais conveniente ter uma qualificação para uma voltagem elevada, do que para uma voltagem padrão de 1.8V, porque velocidades mais rápidas e latências mais baixas requerem mais energia. Para cada par de módulos de memória que testámos, efectuámos o ajuste da latência, velocidade e voltagem recomendadas pelo fabricante.
Com o objectivo de experimentar e retirar a maior quantidade possível de informação da memória directamente do CPU implementámos um conjunto de testes que utilizam quatro núcleos.
Quando se trata de efectuar o overclocking de dez conjuntos de RAM, é difícil dizer qual delas terá um melhor desempenho. A nossa motherboard ASUS P5N32E-Sli tem 17 variáveis de alteração da latência, velocidade do relógio e voltagem. Obtendo o possível da RAM significará também que o overclocking do FSB e do CPU devem coincidir. E se procedêssemos dessa forma, nunca mais teríamos termos de comparação possível para a RAM. O nosso teste de equipamentos poderia tornar-se instável, por todas as razões, quando só queremos testar a RAM.
O assunto complica-se
O ajustamento do desempenho da RAM com parte de um sistema de overclock pode levar a longos dias de dedicação. Limitámo-nos a fazer ajustes de latência dos fabricantes e aplicámos um aumento de 10% na velocidade do relógio. O que nós procurávamos e os testes de desempenho comprovaram-
-no não foi uma aceleração no funcionamento total do sistema, mas uma análise à estabilidade sob pressão.
Um módulo de RAM em overclock pode começar a comportar-se de formas imprevisíveis, operando erraticamente e, portanto, mais lenta do que os módulos guardados ou dos que se recusam a iniciar.
CELLSHOCK PC2-6400
Não estávamos à espera de grandes feitos dos módulos da CellShock. Não é todos os dias que nos cruzamos com grandes marcas e o sistema de dissipação de calor é muito desinteressante. Simples, preto e volumoso, são os três adjectivos mais simpáticos que conseguimos utilizar para descrever estes módulos.
Tal com todos os kits de 800 MHz, as latências são boas e compactas a 4-4-4-12, ao passo que a energia recebida recomendada é de 2.2 V. Foi a RAM mais lenta, do mapa do motor Source, apesar de não ser por muita diferença.
Apresentou um desempenho excelente e versátil em qualquer máquina, provando ser bastante dinâmica e mais do que à altura da tarefa de manter alimentados os nossos quatro núcleos permanentemente.
Fabricante CellShock
Preço 321,56
Site Cellshock (http://www.cellshock.msc.de)
VEREDICTO
9
CRUCIAL BALLISTIX TRACER C2-8000
Luzes podem não ser do agrado de todos, mas nós gostamos de facto da RAM Tracer, a topo de gama da Crucial. Não só confere à motherboard um brilho azul arrojado, como também possui LEDs encarnados e verdes no interruptor superior que indicam actividade. O efeito generalizado é bastante interessante.
Este equipamento não é barato e, apesar da velocidade do relógio ser impressionantemente alta, não teve o melhor desempenho do nosso teste de grupo. Embora seja extremamente estável quando colocada em overclock, o que é uma notícia estimulante, se está a preparar uma actualização para o Penryn mais lá para o final do ano.
Entretanto, podem comprar-se memórias com velocidades de relógio superiores por menos dinheiro e quem joga ficará provavelmente mais bem servido com um kit de latência ligeiramente mais baixa e
mais lenta.
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CRUCIAL BALLISTIX TRACER C2-8000
Luzes podem não ser do agrado de todos, mas nós gostamos de facto da RAM Tracer, a topo de gama da Crucial. Não só confere à motherboard um brilho azul arrojado, como também possui LEDs encarnados e verdes no interruptor superior que indicam actividade. O efeito generalizado é bastante interessante.
Este equipamento não é barato e, apesar da velocidade do relógio ser impressionantemente alta, não teve o melhor desempenho do nosso teste de grupo. Embora seja extremamente estável quando colocada em overclock, o que é uma notícia estimulante, se está a preparar uma actualização para o Penryn mais lá para o final do ano.
Entretanto, podem comprar-se memórias com velocidades de relógio superiores por menos dinheiro e quem joga ficará provavelmente mais bem servido com um kit de latência ligeiramente mais baixa e
mais lentaImage: http://www.pcguia.xl.pt/0607/hardware/i/126c.jpg
CRUCIAL BALLISTIX PC2-6400
Viva a Crucial! Dois gigabytes de sólida memória de 800 MHz a um preço bastante competitivo. Parece-nos bem. Mesmo assim, ainda nos lembramos dos dias em que a RAM de sistema era muito mais barata, por isso, o desempenho deverá ser elevado, certo?
Esta proposta da Crucial parece boa no papel CL4, 2.2V e aí por diante. Embora tivéssemos ficado contentes com a pontuação alcançada nas velocidades guardadas, com boas amostras na Source e em SiSoft, foi o único par de módulos a falhar nos moderados 10% de velocidade aumentada. Quando alcançámos uns mais modestos 40 MHz extra, a velocidade desce a pique. Excepto no «F.E.A.R.», onde os resultados foram difíceis de manter com tudo o resto. Vamos ignorar este dado e aceitá-lo como uma excentricidade que suscita um problema, em vez de um feito significativo.
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CORSAIR DOMINATOR XMS2 8888
Muito se tem escrito acerca da memória Dominator da Corsair. Estes chips foram testados à mão, com as latências mais baixas e com as voltagens mais altas do nosso grupo. A cobertura extrai calor do centro do PCB eficazmente.
Uma ventoinha opcional pode também estar ligada ao topo do módulo para dissipação extra do calor, por isso, não será surpresa nenhuma saber que a Dominator não teve quaisquer problemas no teste de overclocking.
A nossa única preocupação foi o teste de codificação de WMV, que se revelou ligeiramente lento. É fácil de compreender porque tantos fabricantes de sistemas estão actualmente a utilizar esta funcionalidade nos seus jogos.
No entanto, existe uma desvantagem na série Dominator o preço. É um equipamento muito inteligente e desejável, mas o preço faz com que não esteja disponível para todos as bolsas.
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