Nada melhor que aproveitar o fim-de-semana para se fazer uma viagem até aos primeiros tempos da indústria de vídeojogos.
Trata-se de “Once Upon Atari”, um documentário produzido por Howard Scott Warshaw, criador de Yars' Revenge e do infame E.T., dedicado à delícia que deve ter sido trabalhar na empresa de Nolan Bushnell.
Fumar erva durante reuniões de trabalho, festas de álcool à sexta, aposta na criatividade de cada um, anarquia, chicotes no corredor... cliquem no vídeo, e depois nos links, e sorriam com a descrição dos bastidores da Atari, durante a época dourada dos vídeojogos.
Adorei! Tão mais divertido do que os tempos actuais. quiçá por essa razão tenha ido à falência, provocando uma autêntica derrocada na indústria. mas isso agora não é para aqui chamado.
Carcade é um conceito único. Junta o seu carro e um jogo arcade gerado enquanto se desloca e foi feito a pensar, claro está, nos passageiros de automóvel. A paisagem é utilizada como pano de fundo para o próprio jogo e sobrepondo uma camada gráfica virtual.
Os elementos paisagísticos são captados por uma webcam presa à janela do automóvel e ligada ao portátil ? pelo menos nesta versão de teste do sistema. A câmara reconhece objectos como árvores e edifícios e introdu-los no jogo enquanto há movimento. No ecrã do PC surge uma nave espacial e bónus que deve recolher, assim como inimigos que deve contornar.
Quanto maior for a velocidade de carro, maior é a velocidade a que o jogo decorre. Quando o carro pára ou não existem objectos a transpor surgem no jogo diferentes etapas. O plano Carcade, de Andreas Nicolas Fischer, Martin Kim Luge e Korbinian Polk, da Universidade de Artes de Berlim, usa e abusa da realidade aumentada e tem pernas para andar!
A Sega Megadrive, o sistema de videojogos mais ?anos 90? do que Nirvana ou acid house, está de volta? e é portátil! Sinta o apelo dos clássicos e adira à onda retro!
Se isto não é o suficiente para o fazer saltar de alegria, saiba que a Blaze Sega Megadrive Handheld inclui 20 jogos e tem um preço muito acessível ? que, nos anos 90, só lhe daria direito a um jogo de Megadrive.
Utilize três pilhas AAA e tem uma saída AV, para que a possa lihar ao televisor e desfrutar destes clássicos pixelizados em toda a glória do ecrã grande. A única desvantagem é que não inclui Streets of rage nem Rolling Thunder III. Online custa cerca de ? 37.
O Shiryu veio de férias. Com ele veio a sua mais recente criação musical, responsável por me ter levado numa viagem através da autoestrada das excelentes recordações, a 2000 quilómetros à hora.
O nome do CD é WipEout Legacy e escusado será dizer que se trata de uma homenagem a um dos grandes IPs do universo dos vídeojogos.
É pura dança. É óptimo. Assenta na perfeição como banda sonora nos mais recentes WipEs. E faz mexer o pézinho. E a mãozinha. E o corpinho. Como já disse... é pura da dança da boa!
Sem mais, cliquem aqui e saquem os dezasseis temas que compõem o CD.
A página oficial das obras musicais do Shiryu encontra-se aqui.
PS – Como adoro dizer I Love My DR!!!!
depois de quinze dias sem fazer coisíssima nenhuma, estou de volta ao trabalho. A vontade é pouca. A depressão é grande. E as lágrimas são complicadas de serem evitadas. Azarito! logo, chega de choradinhos e vamos ao que interessa.
A última semana foi passada em terras espanholas, mais exactamente em Madrid. 40 graus à sombra. Litros de cervejas. Muita movida. Tapas. Quilómetros de pernas de espanholas. Pelo meio, ainda tive tempo de olhar para o estado da indústria dos vídeojogos no universo dos nossos hermanos.
Como suspeitava, a Sony domina por completo. Chega a ser impressionante. Se em Portugal é o que é, em Espanha a localização atinge proporções ainda mais altas. Não há tasco que não tenha uma PS3 à venda em grande destaque. A Wii também dá um ar de sua graças e a DS está bem e recomenda-se.
No que toca à Xbox 360... pouco se vê. Inacreditavelmente pouco. Dá a sensação que se trata de uma máquina em vias de extinção, que tem GTA IV como único jogo. Mete pena. Mesmo.
exactamente o oposto da PlayStation, que chega ao ponto de ter um concurso em horário nobre, na TVE, totalmente dedicado a SingStar... “Canta! SingStar”.
Definitivamente, algo correu muito mal no que toca à estratégia da Microsoft no países do sul da Europa. A culpa deve ser do calor... e das tapas... e das cervejas... e da movida... e dos quilómetros de pernas de espanholas. E que belos quilómetros esses...
A Amazon.com abriu o período de pré-reservas de um objecto muito especial. E eu não me importava nada de ter um. Não sei para quê... mas não me importava mesmo nada.
Por uns míseros 139.99 dólares (cerca de 92.8€) pode-se adquirir um modelo à escala da excelente Lancer, uma das melhores armas criadas para um vídeojogo e a estrela máxima do franchise Gears of War. Como bónus, ainda se recebe um exemplar de Gears 2. óptimo.
Eu bem me pergunto por que razão quero eu o raio da réplica. Seria miserávelmente gozado pelos meus amigos e olhado de lado pela minha cara-metade... para não dizer pior. mas teria o total respeito dos meus filhos, o que nos dias que correm já não é nada mau. “Brrrruuuuuuuuuummmmmm, pai! Faz brrrrrruuuuuuuuuummm!!!”.
No caso de estarem interessados, visitem a página do brinquedo na Amazon.com.
Prometheus escreveu um excelente texto sobre os ícones nos vídeojogos. ZetsubouGarlanD montou as imagens e juntou-lhes a voz. O efeito é realmente imperdível.
Resumindo, trata-se de um pouco mais de seis minutos de documentário, que nos levam numa viagem que tem início nos primeiros passos da indústria, terminando na chegada ao mercado da PSOne. Muito, óptimo!
Uma resma de parabéns ao Prometheus. Uma resma de parabéns ao ZetsubouGarlanD. E uma resma de agradecimentos ao Maka por ter trazido o vídeo até aos comentários do blog. Já agora, uma resma de parabéns a todo o pessoal da FNintendo!
A Entertainment Software Association revelou o estudo referente ao estado da indústria de vídeojogos norte-americana em 2007/2008. E alguns dos números apresentados são bem interessantes, sendo reveladores dos novos tempos.
“Estes novos dados sublinham o princípio fundamental que os jogos de vídeo e de computador são uma forma de entretenimento do quotidiano, que captura a imaginação de todos os segmentos da nossa sociedade. Já não existe o estereotipo do jogador,” disse Michael Gallagher, CEO da ESA.
E assim ficamos a saber que nos Estados Unidos:
22% dos jogos para consolas vendidos em 2007 foram de acção
33.9% dos jogos PC vendidos em 2007 foram de estratégia
38% dos lares têm uma consola
94% dos pais estão presentes no instante da compra de um vídeojogo
64% dos pais pensam que os jogos são positivos para a vida dos filhos
15% dos jogos vendidos tinham a classificação “M – for Mature”
40% dos jogadores são do sexo feminino
33% dos jogadores são mulheres com mais de 18 anos
18% dos jogadores são do sexo masculino com menos de 17 anos
25% dos jogadores têm mais de 50 anos
35 anos é a idade média dos jogadores norte-americanos
40 anos é a idade média dos compradores de jogos
Para ficarem a conhecer os restantes dados, cliquem aqui e puxem o ficheiro PDF.

